Lua-de-mel na Polinésia Francesa - dia 2 (Chegando a Bora Bora)



Acordamos, ainda com sono (não foram tantas horas de sono para compensar tantas horas de viagem), olhamos pela janela, avistamos o que achamos ser um mercado e decidimos arriscar. Saímos então pelas ruas do Tahiti e encontramos um Carrefour, rede conhecida de supermercados. Queríamos comprar água (já que havia lido em outros blogs que a água, entre outras coisas nas ilhas da Polinésia era bastante cara) e alguns suprimentos para o restante da viagem. Compramos então algumas garrafas de água, biscoito, desodorante, pasta de dente, essas coisas úteis e que estavam faltando. Foi a melhor coisa que fizemos porque depois descobrimos que não era mesmo muito fácil achar essas coisas nas outras ilhas.

Quando voltamos, a van para o aeroporto já estava nos esperando. Não sei se é o padrão de todos os hotéis por lá ou se era algo inerente ao nosso pacote, mas confesso que achei bastante prático não ter que ficar me preocupando com condução e ter sempre uma van para nos levar e trazer do aeroporto. Dificilmente viajo com pacote de companhia aérea. Gosto de fazer tudo sozinha. Mas nesse caso, preferi não arriscar. Além do mais, era nossa lua-de-mel, então queria todas as facilidades que pudesse ter.

Pegamos o vôo para Bora Bora, uma viagem rápida, tranquila, vista linda do avião. Detalhe: não havia mais lugares juntos quando eu e Wendell entramos e nesses vôos não há reserva de lugar. Só então entendemos porque as pessoas estavam com tanta pressa para entrar, fazendo fila tanto tempo antes. Poxa, era nossa lua-de-mel, queríamos sentar juntos. Havia apenas mais 2 lugares no corredor, mas separados (nossa, vôo lotado!). A comissária, percebendo nosso impasse, solicitou a um homem sentado sozinho à janela que sentasse ao lado de uma outra mulher também sozinha à janela, para que pudéssemos sentar juntos. Acho que ele não gostou muito, estava com uma câmera profissional, acho que preparado para tirar fotos quando chegasse à Bora Bora. Ele mudou de lugar, meio de cara feia e nos sentimos culpados. Percebemos que ele estava com a esposa e uma criança nas poltronas ao nosso lado e eles ficaram fazendo gestos meio de decepção como se o esquema deles não tivesse dado certo. Percebi que alguns casais fazem isso: cada um senta de um lado do avião para poder ter todos os ângulos das ilhas. Ficamos ainda mais culpados, mas não pedimos à aeromoça que trocasse ninguém de lugar e nem íamos mais oferecer o lugar de volta porque ia ficar uma situação ainda mais constrangedora. Quando estávamos chegando a Bora Bora, Wendell tirou algumas fotos da ilha e perguntou à mulher se queria que ele tirasse fotos com a câmera deles. Ela aceitou e felizmente o casal ficou com fotos aéreas de Bora Bora também. Pronto, menos culpa.


Chegamos em Bora Bora, um aeroporto pequenino. Procuramos alguém com uma placa com o nome do nosso resort e ganhamos um colar de flores. Nossas malas foram colocadas em um barco.

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